quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Vá tomar banho...

Pauta no interior do Estado. Estrada péssima (aqui em Macondo temos esse problema, me pergunto se será assim no Brasil também). Carrinho velho a mil. Horas se passam. Chegada ao destino. Entrevista daqui. Tira foto dali. É hora de ir para o hotel. Afinal, amanhã tem mais. Hora do banho. Abre o registro. A água sai do chuveirinho. Fecha o registro. Olha daqui, olha de lá. Abre o registro. A água continua saindo do chuveirinho. E lá se vai uma semana tomando banho de chuveirinho. Mas seu coisinho, porque não mexeu no bendito chuveirinho? Eu não, e se quebrasse? Esse é o seu coisinho... Banho? Não tem melhor! É no chuveirinho...

Meu mundo caiuuuuuuu

Aquela pressão total. Milhares de pessoas ligando. Outras milhares de solicitações para atender e textos para confeccionar. Preciso tomar um ar. O suor escorre discretamente pela testa. Minhas rugas que eu não tenho ainda (sou nova poxa, nem cheguei nos 30!) começam a saltar. Entro na copa. Pego uma água para relaxar e pensar somente no barulhinho engraçado que o líquido faz quando sai da torneira do filtro. Sentada, próxima ao frigobar, a nossa copeira me olha com a cara de quem tem toda razão e dispara:

- Feliz sou eu que não estudei. Às vezes é bom ser ignorante.

Como diria Maysa: meu muuundo caiuuuuuu.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Abre ( )

O jornalista fictício (ou não) Charles Tatun (do filme do qual emprestei o nome para o blog) disse que “vale até morder um cachorro” na falta de notícias. Agora, o que ele diria diante de uma boa notícia (neste caso, boa = positiva) que não segue a tendência do mercado? É muita viagem ou é mesmo sem nexo não dar uma boa notícia porque ela não está de acordo com a crise mundial?

Fecha ( ).

Tem cada uma

Tem governador que assobia as músicas da terra enquanto os jornalistas tentam em vão entrevistá-lo. Tem prefeito que dá vexame porque não gostou da matéria. Tem governador que abraça o jornalista e dá entrevista sem soltá-lo. Tem prefeito que passa a mão em repórter (uepa!). Tem governador que entra na redação com uma arma na mão para tirar satisfação. Tem prefeito que escreve no caderninho do repórter. Tem governador que finge que não te vê. Tem vereador que usa a tribuna para descer o cacete em determinado jornal. Tem governador que dá carona ao jornalista. Tem prefeito que diz que os estudantes de medicina não precisam de residência médica. Pobre é que precisa de residência (!!). Tem cada uma.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Essa é lá do Mato Grosso. (Do Sul!)

Moro em Macondo. Mas bem poderia ser no Brasil. Tenho muitos conhecidos daquelas bandas. Do Mato Grosso (se algum deles lesse diria "DO SUL") ao Acre. Ouço milhares de estórias e minha idéia é reproduzi-las aqui. Em parte. Tem uma que me lembro até hoje. Essa é de uma amiga lá do MS. Aquela terra quente onde os nativos tomam tereré enquanto dizem galanteios e xingamentos a amigos e conhecidos ou simplesmente matam o tempo.

Diz que num jornal que já está quase extinto, trabalhou um motorista que casou com a mulher errada. É sério. Aquela música de fundo. A paraguaiada dançando colado e o espetinho assando no que seria um galão de combustível. Eis que chega nosso amigo e pede ao garçom para entregar um bilhete a uma distinta dama do outro lado do salão. O homem, por ignorância, problema na vista ou sacanagem mesmo, entregou o pequeno escrito a outra dama. Seu coisinho, com vergonha, não contou o erro. Estão casados há décadas. E ponto final. Até a próxima.

Introdução

Eu sou meio nova nessa estória de blog. Sempre achei meio confuso demais da conta ter de gerenciar o que vou preparar de almoço, ainda mais cuidar de uma página na internet. Mas o vírus me pegou e agora vou ter de aguentá-lo até que ele me deixe e vá infectar outra maluca. Por enquanto é isso. Aguardem-me (sobe som).