terça-feira, 24 de novembro de 2009

Dia Internacional do FUP

15h42. Desde o início da tarde fazendo FUP. Não que eu goste, mas o que posso fazer, virei assessora bombril... Uma ligação, duas, mil... Um pede para reenviar o material (meu, para que essa criatura tem e-mail se ele não olha a caixa?), outro diz que vai avaliar (huuum, promete que me dá um diagnóstico depois, doutor?), outro diz que vai guardar porque ainda não está fazendo este tipo de matéria (ah taaaaah. Guarda com carinho?), fora as figuras. Hoje foi o dia:

- Olá, gostaria de saber se recebeu o material tal?
- Ah, de Turismo? Recebi, mas não rola uma viagem não?
- Risos (tradução: mamar na vaca você não quer, né?).
- É que eu prefiro escrever indo no lugar, bem melhor sabe?
- Ah claro, com certeza... (tradução: eu também queria estar do outro lado do mundo, fazendo o release ao vivo e a cores, com uma água de coco numa mão, um laptop na outra e nos pés areia e água do mar).
- Pois é fica melhor... E a gente está sem dinheiro então só está aceitando convite 0800, sabe? Há, há, há.
- Risos (tradução: ai, ai, ai. Jesus me ajuda). Mas em alta temporada é complicado ter press trip, difícil ter voo ou hospedagem... Para o próximo ano podemos pensar...
- Combinado, mas me avisa?
- Claro! (tradução: no dia de São Nunca). Um abraço e até logo.

Você acha que o dia acabou? Veja esta:

- Olá é a fulana do jornal tal?
- Pode falar. (barulho ao fundo)
- Oi, você está me ouvindo bem? Pode falar mesmo?
- Claro, estou num velório, mas pode falar.
- Não, imagina, eu ligo depois.
- Não, pode falar, foi algum material que você mandou?
- Sim... Mandei, mas ligo depois, pode deixar...
- Não, imagina, pode falar sim, que eu estou fora da cidade... Não tem problema, é release?

Viu? Viu? Por isso que eu repito sempre... Essa vida de jornalista não é fácil mesmo... Ainda mais na TPM e no dia internacional do FUP... ui...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Semana de fúria

Era uma segunda-feira como todas as outras. Aquele céu lindo sem sol, sem nuvem, parecendo que vai chover, dar um vendaval ou quem sabe sol. Ou seja, aquele céu típico de Macondo. Acordo - como todos os dias - brigando com o despertador. De repente a notícia bomba. Viajarei no dia seguinte. Minha fisioterapia, que eu deixei para ir na terça foi para as cucuias (sempre quis escrever isso num texto, depois de esdrúxulo e balela). Minha unha, aquele negócio. Minha perna, como a de um lobisomem. Mas beleza, trampo é trampo e eu gosto bastante do meu. Simbora.

Mala maior que o necessário. Atraso. Ainda bem que comprei um Agatha Christie na revistaria do aeroporto. Troca mil vezes de portão de embarque. Confusão. Gente, gente e mais gente. Quem terá mandado essas cartas anônimas? Cadê a Miss Marple ou o Hercule Poirot? Atenção senhores passageiros... Terras gaúchas. Taxista sem ar condicionado. Calor. Calor. Calor. Vai para o hotel. Não, liga para o cliente. Não, vai encontrar com o cliente. Cadê o cliente? Almoço frio. Trabalho. Monta kit. Responde e-mail. Traduz material. Checa montagem. Checa sala. Faz a unha. Volta. Checa banner. Táxi. Cama de hotel boa sentida tarde da noite. Cedinho o grande dia. Café da manhã (bom). Coloca banner. Checa lista. Checa material. Liga de cá, manda mensagem de lá. Tira foto. Recepciona. Pega cartão. Escreve texto. Aprova texto. Aprova foto. Manda texto. Manda foto. Corre para o hotel. Banho. Se apronta. Táxi. Mais trabalho. Recepciona. Tira foto de cá, tira foto de lá. E as horas passam e é outro dia. Tira foto de cá, tira foto de lá. Sorrisos cansados.

Cama boa. Despertador adiantado? Não. É hora. Operação Padrão. 1 hora para o embarque. Já falei da Agatha Christie? Grande escritora. Aeroporto fechado. Atraso de quase 2h. Agora a Miss Marple já me disse quem é o assassino e o que me resta é cochilar naquela poltrona confortável. Atenção senhores passageiros... Será um sonho? Não! Finalmente Macondo. Táxi. No percurso, um pouco de trânsito. Poxa, por que esse povo não está almoçando ao invés de estar no meu caminho? Prédio conhecido. Não tem água. Manda fotos. Manda mais fotos. Corre para o trampo. Antes, o porteiro (que fala mais que o homem da cobra) resolve checar porque não tem água. TPM a mil. Almoço? Que almoço? Metrô. Ônibus. Manda foto de cá. Liga de lá. Sugere material. Pede informação. 18h30. Vai pegar amiga na rodoviária. Ônibus atrasa. Frio e chuva. Nada de casaco ou guarda-chuva. Enfim, chega o 1001.

E tudo termina em pizza. Metade lombo ao creme, metade frango com catupiry. Sabe o que é pior? Não gosto muito de nenhuma delas. Tá boooom, naum falo mais nada.