15h42. Desde o início da tarde fazendo FUP. Não que eu goste, mas o que posso fazer, virei assessora bombril... Uma ligação, duas, mil... Um pede para reenviar o material (meu, para que essa criatura tem e-mail se ele não olha a caixa?), outro diz que vai avaliar (huuum, promete que me dá um diagnóstico depois, doutor?), outro diz que vai guardar porque ainda não está fazendo este tipo de matéria (ah taaaaah. Guarda com carinho?), fora as figuras. Hoje foi o dia:
- Olá, gostaria de saber se recebeu o material tal?
- Ah, de Turismo? Recebi, mas não rola uma viagem não?
- Risos (tradução: mamar na vaca você não quer, né?).
- É que eu prefiro escrever indo no lugar, bem melhor sabe?
- Ah claro, com certeza... (tradução: eu também queria estar do outro lado do mundo, fazendo o release ao vivo e a cores, com uma água de coco numa mão, um laptop na outra e nos pés areia e água do mar).
- Pois é fica melhor... E a gente está sem dinheiro então só está aceitando convite 0800, sabe? Há, há, há.
- Risos (tradução: ai, ai, ai. Jesus me ajuda). Mas em alta temporada é complicado ter press trip, difícil ter voo ou hospedagem... Para o próximo ano podemos pensar...
- Combinado, mas me avisa?
- Claro! (tradução: no dia de São Nunca). Um abraço e até logo.
Você acha que o dia acabou? Veja esta:
- Olá é a fulana do jornal tal?
- Pode falar. (barulho ao fundo)
- Oi, você está me ouvindo bem? Pode falar mesmo?
- Claro, estou num velório, mas pode falar.
- Não, imagina, eu ligo depois.
- Não, pode falar, foi algum material que você mandou?
- Sim... Mandei, mas ligo depois, pode deixar...
- Não, imagina, pode falar sim, que eu estou fora da cidade... Não tem problema, é release?
Viu? Viu? Por isso que eu repito sempre... Essa vida de jornalista não é fácil mesmo... Ainda mais na TPM e no dia internacional do FUP... ui...
