Era uma segunda-feira como todas as outras. Aquele céu lindo sem sol, sem nuvem, parecendo que vai chover, dar um vendaval ou quem sabe sol. Ou seja, aquele céu típico de Macondo. Acordo - como todos os dias - brigando com o despertador. De repente a notícia bomba. Viajarei no dia seguinte. Minha fisioterapia, que eu deixei para ir na terça foi para as cucuias (sempre quis escrever isso num texto, depois de esdrúxulo e balela). Minha unha, aquele negócio. Minha perna, como a de um lobisomem. Mas beleza, trampo é trampo e eu gosto bastante do meu. Simbora.
Mala maior que o necessário. Atraso. Ainda bem que comprei um Agatha Christie na revistaria do aeroporto. Troca mil vezes de portão de embarque. Confusão. Gente, gente e mais gente. Quem terá mandado essas cartas anônimas? Cadê a Miss Marple ou o Hercule Poirot? Atenção senhores passageiros... Terras gaúchas. Taxista sem ar condicionado. Calor. Calor. Calor. Vai para o hotel. Não, liga para o cliente. Não, vai encontrar com o cliente. Cadê o cliente? Almoço frio. Trabalho. Monta kit. Responde e-mail. Traduz material. Checa montagem. Checa sala. Faz a unha. Volta. Checa banner. Táxi. Cama de hotel boa sentida tarde da noite. Cedinho o grande dia. Café da manhã (bom). Coloca banner. Checa lista. Checa material. Liga de cá, manda mensagem de lá. Tira foto. Recepciona. Pega cartão. Escreve texto. Aprova texto. Aprova foto. Manda texto. Manda foto. Corre para o hotel. Banho. Se apronta. Táxi. Mais trabalho. Recepciona. Tira foto de cá, tira foto de lá. E as horas passam e é outro dia. Tira foto de cá, tira foto de lá. Sorrisos cansados.
Cama boa. Despertador adiantado? Não. É hora. Operação Padrão. 1 hora para o embarque. Já falei da Agatha Christie? Grande escritora. Aeroporto fechado. Atraso de quase 2h. Agora a Miss Marple já me disse quem é o assassino e o que me resta é cochilar naquela poltrona confortável. Atenção senhores passageiros... Será um sonho? Não! Finalmente Macondo. Táxi. No percurso, um pouco de trânsito. Poxa, por que esse povo não está almoçando ao invés de estar no meu caminho? Prédio conhecido. Não tem água. Manda fotos. Manda mais fotos. Corre para o trampo. Antes, o porteiro (que fala mais que o homem da cobra) resolve checar porque não tem água. TPM a mil. Almoço? Que almoço? Metrô. Ônibus. Manda foto de cá. Liga de lá. Sugere material. Pede informação. 18h30. Vai pegar amiga na rodoviária. Ônibus atrasa. Frio e chuva. Nada de casaco ou guarda-chuva. Enfim, chega o 1001.
E tudo termina em pizza. Metade lombo ao creme, metade frango com catupiry. Sabe o que é pior? Não gosto muito de nenhuma delas. Tá boooom, naum falo mais nada.
Mala maior que o necessário. Atraso. Ainda bem que comprei um Agatha Christie na revistaria do aeroporto. Troca mil vezes de portão de embarque. Confusão. Gente, gente e mais gente. Quem terá mandado essas cartas anônimas? Cadê a Miss Marple ou o Hercule Poirot? Atenção senhores passageiros... Terras gaúchas. Taxista sem ar condicionado. Calor. Calor. Calor. Vai para o hotel. Não, liga para o cliente. Não, vai encontrar com o cliente. Cadê o cliente? Almoço frio. Trabalho. Monta kit. Responde e-mail. Traduz material. Checa montagem. Checa sala. Faz a unha. Volta. Checa banner. Táxi. Cama de hotel boa sentida tarde da noite. Cedinho o grande dia. Café da manhã (bom). Coloca banner. Checa lista. Checa material. Liga de cá, manda mensagem de lá. Tira foto. Recepciona. Pega cartão. Escreve texto. Aprova texto. Aprova foto. Manda texto. Manda foto. Corre para o hotel. Banho. Se apronta. Táxi. Mais trabalho. Recepciona. Tira foto de cá, tira foto de lá. E as horas passam e é outro dia. Tira foto de cá, tira foto de lá. Sorrisos cansados.
Cama boa. Despertador adiantado? Não. É hora. Operação Padrão. 1 hora para o embarque. Já falei da Agatha Christie? Grande escritora. Aeroporto fechado. Atraso de quase 2h. Agora a Miss Marple já me disse quem é o assassino e o que me resta é cochilar naquela poltrona confortável. Atenção senhores passageiros... Será um sonho? Não! Finalmente Macondo. Táxi. No percurso, um pouco de trânsito. Poxa, por que esse povo não está almoçando ao invés de estar no meu caminho? Prédio conhecido. Não tem água. Manda fotos. Manda mais fotos. Corre para o trampo. Antes, o porteiro (que fala mais que o homem da cobra) resolve checar porque não tem água. TPM a mil. Almoço? Que almoço? Metrô. Ônibus. Manda foto de cá. Liga de lá. Sugere material. Pede informação. 18h30. Vai pegar amiga na rodoviária. Ônibus atrasa. Frio e chuva. Nada de casaco ou guarda-chuva. Enfim, chega o 1001.
E tudo termina em pizza. Metade lombo ao creme, metade frango com catupiry. Sabe o que é pior? Não gosto muito de nenhuma delas. Tá boooom, naum falo mais nada.

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